sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Prazer²



A palavra de ordem é prazer. E isso nós shopaholics já estamos acostumado a ter com nossas compras costumeiras. Mas eis que descobrimos uma nova vertente de produtos a serem comprados. Todo um segmento que muitas vez ignoramos por pura falta de atenção. Sim, estou falando desse segmento que nos dá prazer quando compramos e quando usamos.

Falo de Sex Shops.

Por mais que seja inacreditável, sempre tem uma perto de nossa casa. Pequenas, discretas, simpáticas. Infelizmente meio escondidas. Mas muito amor. As vendedoras (quanto mais velhas melhor) nos deixam super à vontade, afinal, sexo é uma coisa natural, por mais que a sociedade considere tabu.

Começamos sempre tímidos. Nos clichês. Fantasias, cartões engraçadinhos, gels e cremes. Conforme o tempo vai passando, a vergonha dá adeus a nosso ser. Nossa mente começa a trabalhar.

Quando vemos temos na nossa frente três tipos diferentes de vibradores (o que brilha no escuro, o comum e aquele roxo estranho que gira), cartões engraçados, roupas de baixo (algumas engraçadas outras realmente usáveis), líquidos para massagem, lubrificantes em geral (o que esquenta, o que esfria, o anestésico, o retardador de orgasmo, o de menta, o de cereja, o de canela...), e assim vai.

Nossa criatividade está a mil. Nossa libido (não excitação) está altérrima. A vontade é de comprar a loja toda. A vontade é de chegar em casa, jogar o namorado/marido/tico-tico no fubá e usar tudo. Uma coisa atrás da outra.

Saímos poucas sacolas. A sociedade nos inibe. Mas compramos o suficiente para sentirmos prazer.

E finalmente a grande momento chega. A hora H. Você irá usar alguma das coisas que comprou.

E é aí que a alegria começa. Você se lembra do prazer das compras. Você está tendo prazer com o sexo. Prazer ao quadrado. Alegria sem fim

Voltar na Sex Shop da (insira nome da pessoa que lhe atendeu e virou sua amiga de infância) o quanto antes!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Propagandas: Outdoor


O tipo mais comum de propaganda no mundo. O Outdoor foi inventando sei-lá-quando e sei-lá-por-quem, afinal esse não é um blog sobre história/curiosidades e sim sobre sentimentos. Consumistas, mas sentimentos.
 Lá vai você, lindo, leve e serelepe pela rua. Pode estar em um carro, ônibus, táxi ou mesmo a pé, ele vai lhe atacar da mesma forma. Gigantesco e colorido. Pouco texto. O Outdoor sempre vai te chamar pra fazer outra coisa que não a que você está a fazer. Ele ordena que mudemos nossa rota para uma passada rápida no shopping.

Quem precisa daquele lindíssimo tênis de camurça marrom? EU PRECISO.  Esse sapato é meu passaporte para o sucesso. Com ele meu chefe vai ver que eu sei me vestir e vai confiar mais em mim. Meus amigos não vão ter vergonha de sair comigo e me apresentar para pessoas novas (quem sabe aquele em especial não é u desses?). Pra quem já tem alguém, esse par de sapatos é a certeza de que não vai ser abandonado ou trocado. Teus pais vão te respeitar mais, afinal você sabe tomar boas decisões sozinho!

Nada de ruim pode te acontecer se você simplesmente tomar um caminho um pouco mais longo que passe por uma loja e compre este belo exemplar que foi tão bondosamente anunciado de maneira gigantesca como um sinal de deus só pra você. Quando você avistar um outdoor e sentir que deve, vá! Compre! Outdoors foram feitos para vender. Lojas foram feitas para vender. Você foi feito para comprar. E dinheiro para ser gasto.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Desfiles


O adubo da mente shopaholic é, com certeza, o desfile. As semanas de moda. Cinco dias com o que ainda está por vir. E como usar. 

Não creio que haja algo mais enlouquecedor do que o querer e não poder. Essa é a sensação que semanas de moda me causam. As roupas estarão sim a nossa disposição, mas nunca no segundo seguinte a sua apresentação. E mesmo que tivesse, não queremos também comprar a Vogue, Elle, GQ, ou qualquer outro titulo de moda. Queremos ler a opinião de especialistas sobre o que foi criado. E, para os que não sabem, onde comprar.

Vamos correndo para o Google Maps para descobrir onde fica a loja daquele pequeno e novo estilista que criou um o que mesmo? Não importa, mas temos certeza que era algo inesquecivelmente belo. Vamos para o Google catar os site oficial das lojas e comprar on-line os produtos que, de outra forma, não chegariam na nossa cidade ou pais.

É tanto must have que, quando vemos, não temos mais bem certeza se aquele óculos escuros que você esqueceu na casa da sua amiga foi o da Oackley ou da Ray-Ban. Se o cinto que você emprestou foi comprado na Spirito Santo ou na Trópico (ou mesmo na Renner, ainda que nunca queiramos admitir). 

Acabamos por querer tanta coisa que o que temos não nos serve mais pra nada. As nossas cores estão erradas, nossos cortes não são os certos, nossos comprimentos nunca estiveram mais equivocados. E compramos. Estouramos limites. Do cartão. Da alegria. Do nosso armário. Compramos porque precisamos. Compramos porque vivemos.