sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ingressos


Essa, meu povo, é a compra mais agoniante que podemos fazer. Comprar ingressos com antecedência.

Até hoje só tive uma experiência de fila para ingresso (Madonna). Mas tenho certeza que todas devem ser o mesmo. Acordamos três, quatro horas antes de abrir a bilheteria. Faltamos aula, trabalho ou qualquer outro compromisso. Aguentamos em pé, em grupo ou sozinhos (ainda que sempre se faça amizade no fim das contas), faça sol ou faça chuva. Nos escondemos das câmeras da RBS e da Record que querem fazer matéria sobre quem escolheu sair da cama obscenamente cedo só para comprar um ingresso (isso quando não tem gente que acampou na fila). Começa um formigamento nos pés. Cansaço ou expectativa? E abre a bilheteria. Começa aí o frio na barriga. A vontade comprar logo, de ter na mão o seu passe para a felicidade. A fila demora para andar, os velhos furam por serem velhos. Mas finalmente chega a nossa vez e todo o nosso esforço vale a pena. Nosso Visa é aceito e nosso ticket verde tem nosso nome impresso. Em tempos de internet móvel, tiramos foto e postamos no Facebook e no Twitter. É muita felicidade!

Claro que hoje em dia muitas pessoas preferem o conforto de comprar pela internet (como fiz e vocês veem ali na foto). Ainda assim há um frio na barriga. Será que meu ingresso vai chegar? Será que vai estar tudo certo? Vai ter alguém em casa para receber?

Pela internet ou pessoalmente no fim chegamos ao mesmo ponto: a espera. Nosso tormento começa. Compramos o que queríamos, mas ainda não recebemos, de certa forma. Queremos o show, a vibração, a música, ficar sem voz. Mas só temos dias ou até mesmo meses até conseguir. Todos os dias damos uma olhadinha no nosso ingresso. Planejamos com que roupa vamos, quanto dinheiro devemos levar, como ir e voltar. Escutamos incansavelmente as músicas e lemos todas as informações sobre os shows da turnê em outro países. E dia a dia nossa expectativa cresce. Nossos ídolos estão chegado! Que importa se você ainda está pagando pelo ingresso? Você vai no show!!!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O Que O Dinheiro Não Compra


Nunca fui alguém que acreditasse que existem coisas que o dinheiro não compra. Achava que isso era frase de gente pobre e/ou recalcada. Mas, de uns bons tempos para cá, tive que rever meus conceitos. Natural, cresci, amadureci, mudei.

O fato é: se você nasceu para ser burro, não há dinheiro no mundo que possa salvar a sua alma. Mas com condições financeiras favoráveis, podemos amenizar os problemas. Faça uma força para ampliar seus horizonte.

Em um viagem a Paris, por exemplo, aproveite a cidade. Lá, apesar de nunca ter ido, tenho certeza que há mais do que Tour Eiffel, Arc du Triomphe e a Mona Lisa. O próprio Louvre tem uma das maiores coleções de arte do Egito Antigo do mundo! Se você entrou lá para ver a famosa Gioconda, não custa dar uma passadinha nas outras galerias e realmente ver o que tem lá. Não precisa decorar item por item, datas e nacionalidades, mas apreciar e procurar compreender a cultura.

Mais perto, Buenos Aires, tem um incrível museu de arte, com estátuas de Rodin e módicos 15 pesos (se não me engano) de entrada! Além destas esculturas, que tive o privilégio de ver ao vivo lá e garanto que vale a pena, tem outras tantas obras de arte de diversos artistas consagrados e outros nem tanto, mas todos bem válidos de se ver.

Ainda mais perto de nós de Porto Alegre: o MARGS! Gente, é de graça (!!!!!!), tem um acervo permanente lindo e exposições temporárias que são realmente interessantes. Isso tudo sem falar no bistrô que tem lá que, apesar de caro, merece ser conhecido e degustado!

E para não falar só de museus, músicas! Permita-se escutar músicas de bandas diferentes sem preconceitos. Ouça canções novas de bandas que você já conhece sem preconceitos. E mais, não tenham vergonha de gostar de coisas que a "sociedade" acha ruim/lixo. Vale sempre lembrar que Banda Uó tem tudo para não ser bom, e é maravilhoso.

Leia mais. Qualquer coisa vale, tirinhas da Turma da Mônica, Bíblia, Crepúsculo, 50 Tons de Cinza, Senhor dos Anéis, Harry Potter, Um Amor para Recordar, qualquer coisa mesmo. Leia e não tenha vergonha de gostar. Por menos que seja o livro, por mais simples que seja a leitura, tudo tem que começar de algum lugar. Leia o livro por causa do filme sem medo de julgamentos, prefira a versão de Hollywood ao invés da do autor, mas tenha sua opinião!

Se você tem dinheiro, mas não é um prodígio em inteligência, tente se ajudar. Compre ingressos para o teatro, para o ballet, para um filme.

Se você não tem tanto dinheiro, também há solução. Selecione as melhores peças de teatro, ballets e filmes, mas não deixe de ir!

E para todos que estarão em Porto Alegre este sábado, aí vai uma dica de programa bacaba e GRATUITO:

É um compacto dos melhores momentos, mas para um início de processo de enculturamento (essa palavra existe?), já é bem válido! E mais uma vez É DE GRAÇA!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Tatuagens


Tatuagem. Também conhecida com compra eterna. E um novo vício.

É bonita a ideia (ainda que nem sempre o desenho), afinal é você se marcado com um você que talvez não exista amanhã. Um marco de quem você foi e não quer se esquecer. Sentimentos enternizados, mas não imortais.

Dizem que depois que se faz uma, vira vício e logo vem a segunda, a terceira, até, quem sabe, fechar o corpo. Não sei, não tenho tatuagem. Tenho sim planos de fazer. Desde os meus treze anos penso em o que e onde fazer. Já tive mais ideias do que corpo. Por falta de dinheiro, tempo e/ou coragem, elas nunca deixaram de ser imaginação. Entretanto, posso afirmar que não me arrependeria hoje se as tivesse feito (as que lembro pelo menos).

Cada desenho (inclua aqui também frases) tem seu significado único. Um sentimento, uma memória. Por isso  nunca um arrependimento.

Para 2013 planejo um grand pas de chat para minha escápula. Mas, do mesmo jeito que um dia sonhei com Jack Skellington nas costelas, talvez essa possa ser só mais uma idealização. O que não significa que eu não queria (e muito!) fazer, afinal é algo que não segue tendências ou modismos ditados por fashionistas de plantão. 

Quero muito e não fiz? Sim, da mesma forma que desejo com todas as minhas forças assistir O Lago dos Cisnes no Palais Garnier.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Dos Relacionamentos Imaginários




E vamos nós mais uma vez. Outra paixão devastadora digna de Shakespeare. O mundo se fecha, o chão se abre, o céu e a terra se confundem. Frio na barriga e perna bambas. Duas pessoas. Duas visões de mundo. Duas visões do relacionamento.

De um lado eu, apaixonado, sofredor e, de certa forma, feliz. Stalkeando e não saindo de casa porque está em um relacionamento sério. Me corroendo de ciúmes ao ver que meu amor continua a sair. E a conhecer pessoas. E a adicionar todos que pegou na baladas. Respiro fundo e vamos nós em uma longuíssima DR que acontece apenas dentro da minha cabeça e, no fim, ele sorri. Eu pordôo. Sim, até na minha imaginação acabo sendo fraco. Apaixonado.

Do outro lado do ringue em que nosso coração não cansa de apanhar. Ele, o belo, nosso namorado que não sabe que namora conosco. Aliás, muitas vezes, mal sabe nosso nome. Milagre se souber que existimos. Vivendo alheio aos nossos suspiros e beijinhos mandados quando ninguém está olhando (até porque na nossa cabeça a situação imaginada poderia ser a abertura de um filme pornô).

Mas eis que queremos que nosso relacionamento deixe de ser imaginário. Fazer ele saber que existimos se torna objetivo de vida. Fazer nosso dedo apertar o botão do mouse para enviar solicitação de amizade no Facebook se torna uma tarefa herculea. E se ele aceita no fim, ele quer casar, óbvio, diz nosso coração. Fazemos mentions musicais via Twitter para chamar a atenção e demostrar sentimentos e, quem sabe, viver finalmente o amor.

Amores imaginário até podem se tornar realidade. Relacionamento nunca vi. Sofremos. Muito. Amar e ser fiel a alguém que nem sabe que existimos é um inverno mais rigoroso do que o mais frio já registrado na Sibéria. Não há paz ou felizes momentos concretos de alegria, mas ainda assim sorrimos. E nos dobramos a qualquer capricho que achamos que a pessoa possa ter, como dar like em uma foto ou um rt. Para nós, comprar chocolates ou mesmo um camiseta básica daquela loja em que ele trabalhou/trabalha/irá trabalhar em breve, e as eternas lembranças de algo que foi lindo e irreal.