quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Quilômetros e Mais Quilômetros



Não foram feitos para mim os relacionamentos a distância. Uma vez um dos melhores da minha vida foi interrompido com uma viagem e a pessoa voltou, o namoro não.

O ingrediente principal para que isso dê certo é a confiança. Confie ou acabará internado em uma clínica psiquiátrica. Também é importante que vocês tenham um história sólida juntos. Amor de verão não sobre a serra!

Nesse período de férias nascem muitos "amores eternos", no carnaval principalmente. Mas se vocês forem de cidades, estados ou mesmo países diferentes, a coisa pode e vai complicar. Aquilo vivido nesses dias quentes e livres não vai continuar. O toque vai ser substituído pelo Skype e as apaixonadas juras de amor feitas tarde da noite após o sexo vão se tornar apenas SMS enviadas antes de dormir.

As pessoas gostam de acreditar que o amor é a força mais poderosa do mundo. E é! Mas relacionamentos não são. Por mais que você goste do outro, a distância vai jogar seu veneno. É mais saudável para os dois aceitarem isso. Quando se reencontrarem, se for sentimento de verdade o que os uniu, vai ser como se o tempo separados nunca tivesse existido.

Gostar de alguém e não poder estar junto por causa das muitas horas de distância dói mais do que quando a pessoa que desejamos simplesmente não nos quer. Que culpa temos se a criatura resolveu passar quatro meses na Europa? O mundo muda (e muito!) nesse período e é sacanagem ficar ofendido quando o mesmo acontece com as pessoas. Nós somos capazes de mudar drasticamente em menos de uma hora, imagine num período maior de tempo!

Eu, com minha imaginação fértil e ciúmes devastador, não consigo aguentar a distância. Por mais que confie e goste de alguém, por mais que saiba que é tudo 100% recíproco, eu não consigo. Me dói, me incomoda. Acabo sempre me tornando o que o outro não queria: evasivo. Sempre. Para mim fica tão torturante os muitos quilômetros que se impõe entre mim e quem eu gosto que prefiro nem falar com a pessoa. Talvez se eu me mantiver ocupado o dia todo, talvez eu sobreviva outro dia sofrendo menos. O que mais preciso nesse meio tempo é esquecer do outro e de nosso tempo juntos. Quando nos reencontrarmos eu me lembro, mas antes é muito ruim.

Há quem diga que um sexo virtual ou via telefone consegue manter duas pessoas juntas. Ok, até pode dar uma acalmada na saudade, mas não resolve. E depois até piora. Mas se dá certo para alguém, não serei eu quem irá condenar. Cada casal sabe de si, sabe o que pode funcionar no seus relacionamento, sabe o que pode machucar.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A Ilusão



"Depois que a gente casar ele vai mudar"

"Quando estiver juntos eu mudo ele"

Estas são dois tipos de frases que já ouvi. São os dois maiores absurdos que já ouvi!

É a pior ilusão que alguém pode ter. Ninguém muda só porque está em um relacionamento. Se control,a mas não muda.

Acho que esse tipo de ideia vem de coisas como 50 Tons de Cinza e cia., onde o manipulador viciado em sexo sado-masoquista desiste de suas perversões para ficar com a menina virgem. Mas este é só um exemplo, o que não falta na literatura e nos filmes dedicados a, principalmente, jovens mulheres são casos assim. Seria este o milagre do amor verdadeiro.

Na contramão temos um exemplo de livro escrito para todos os públicos. O Continente tem seu Capitão Rodrigo Cambará, que era um fodedor antes de casar e continuou sendo assim. Este é um livro com mais compromisso com a realidade do que o outro em que o cidadão ganha US$ 100 mil por hora.

Aqui é a hora que devo dizer: gosto destes livro e filmes em que o amor muda as pessoas, mas tenho a plena consciência de que isso não é e nunca vai ser real.

Quando começamos a sair com alguém, sabemos com a pessoa é. Se vamos entrar em um relacionamento com ela, conhecemos o suficiente para saber onde estamos nos metendo. E a ilusão de mudá-la não só é impossível como também egoísta. Moldar um ser humano a nossa vontade é algo impossível, uma ideia de que podemos ser uma criatura divina.

O outro até pode tentar mudar por nós. Nós podemos tentar ser outro para alguém. Mas isso não vai durar a vida toda. Pode durar anos até, entretanto, em algum momento da vida, vamos voltar ao nosso natural. Ainda que nosso parceiro nunca chegue a saber, mas é impossível mudar alguns pontos das nossas personalidade e caráter.

Eu acredito e sou o maior defensor do Amor verdadeiro e seus milagres. Nunca escondi isso. Mas eu sei também que boa parte destes milagres se dão apenas na nossa cabeça e na maneira como vemos o mundo. Não me iludo que alguém vá mudar por mim, muito menos que eu vá mudar por alguém. Só sei que sou capaz de tentar seriamente parar com algo que realmente desagrade quem amo e, espero, que ele também seja capaz disto.

Amar não precisa ser e não é sinônimo de sofrimento.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Wet Dream




Sonhos são manifestações do nosso inconsciente e não temos como controlar. Eles vem e, muitas vezes, sequer nos lembramos quando o despertador toca. Mas alguns deixam dicas. 

Viver loucuras sexuais enquanto dormimos faz com que o dia seguinte seja um tanto quanto mais interessante. Ainda que não tenhamos nenhuma pista do que se passou na nossa cabeça, em geral nosso corpo está com as lembranças. Algumas vezes chegamos a precisar de um banho. 

Antigamente acreditava-se que eram demônios que vinham durante a noite abusar das pessoas e fazer com que elas acordassem excitadas. Há anos nós lutamos com nossa incapacidade de aceitar nossas necessidades sexuais. 

Mas devo dizer que o bom mesmo é quando nos lembramos dos sonhos. Quando podemos ir trabalhar e aguentar todas aquelas longas horas com um certo sorriso no rosto. Ficamos revivendo a situação sonhada de novo e de novo. É quase o mesmo efeito de quando fazemos sexo efetivamente. 

Acho que o melhor desses sonhos é a disposição que ficamos para nos relacionarmos no plano físico com alguém. Ainda que possamos chegar a um orgasmo durante o sono, ficamos com um fogo que não passa. Precisamos de outro corpo junto do nosso para que a vontade que lentamente passa a nos correr passe. E quando finalmente chega a hora, é só alegria. Aquele desejo que ficava queimando é todo liberado de uma só vez. Os pudores vão embora sem nem ao menos dizer adeus. Você se entrega para o outro e é ainda melhor quando o outro se entrega da mesma forma para você. 

Quando estamos solteiros e temos um sonho destes com alguém conhecido, talvez não seja uma atitude muito polida dizer para essa pessoa (ou pode, depende do nível de intimidade de vocês). Mas se temos alguém para chamar de meu, aí é quase uma obrigação moral informar que pelo menos sonhou. Não precisa entrar em detalhes sórdidos, mas tem que se falar. Deixar o seu parceiro com vontade também. Assim, quando se encontrarem, deixem o fogo dos dois queimar e tenham os melhores sexos das vidas de vocês.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Juntos!



O que faz duas pessoas ficarem juntas? Se quererem? 

Não tem como ser apenas coincidência. Foi aquele segundo em que os olhares se cruzaram em algum lugar e os dois perceberam a presença um do outro. Quem sabe se um tivesse olhado para o outro lado, nunca teriam se conhecido. Tem algum processo químico que é desencadeado, mas por que?

Nem sempre, quando solteiros, saímos de casa esperando conhecer alguém. E é bem nesse dia que temos mais chances de encontrar alguém que valha a pena. Aqueles cinco minutos a mais que tu resolveu ficar na festa acabam fazendo a diferença. E é aqui o ponto que menos consigo racionalmente compreender. Não consigo acreditar que não há algo mais que tenha arrumado esse encontro.

Duas pessoas com gostos completamente diferentes resolvem conversar e veem algo no outro. Algo que faz com que tu queira que aquele momento dure para sempre. E o beijo parece encaixar com perfeição. O sexo acaba se revelando uma bela combinação. Apesar de todas as oposições de gostos, acaba existindo uma vontade monstruosa de se encontrarem e ficarem juntos.

Qualquer meio de aproximação é bem vindo. Uma mensagem de texto, um chat de rede social... Qualquer coisa que possa aplacar minimamente a vontade de estar junto que não pode ser concretizada no momento.

E quando vemos essa pessoa que não conhecemos a tanto tempo assim, com quem nos encontramos - infelizmente - relativamente pouco, passa a dominar teus pensamentos. Mas não aquele pensamento obsessivo e doentio. Um carinhoso e amável. Qualquer mínimo detalhe das ações do outro nos interessam ao máximo. É uma forma de compensar o fato de não estarmos lá para viver junto aquele momento, por mais banal que ele seja.

E não é apenas pelas ações momentâneas que passam a dominar nosso interesse. Tudo que se refere a ele nos interessa. Seja saber se prefere cão a gato, ou o sobrenome completo, ou mesmo se tem algum filme favorito. E nos vemos ouvindo com vontade tudo que sai da sua boca. Cada mínima é ouro. Ao mesmo tempo os olhos correm cada centímetro de pele visível, tentando ao máximo decorar cada detalhe daquele corpo, daquele momento, porque você vai ficar pensando sobre, relembrando, pelos próximos dias, até o novo encontro.

O tempo passa, mas a vontade não. Pelo contrário, ela só faz aumentar. Essa vontade de estar junto, entrar em contato, tocar. O quê é essa vontade, até posso arriscar um palpite, mas o que realmente queria saber é de onde ela vem. E por quê. É uma sensação maravilhosa e, acho, uma das maiores incógnitas da humanidade.

Tem algo mais, algo que juntou essas duas pessoas e não quer que elas se separem. É a explicação mais lógica para mim.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Primeira Vez



O que efetivamente define a virgindade? Para mim este é um conceito que vai além de himens e penetrações.

Mais do que uma penetração, a virgindade é um estado natural de inocência. Pureza de coração.

Antigamente as moça ditas de família sempre casavam virgens, mas nunca queriam deixar seus pretendentes na vontade. Acabavam no sexo anal. E até hoje em dia escuto histórias do gênero. Garotas que querem se manter "virgens" por mais tempo e acabam fazendo anal ou oral, apenas.

Talvez devêssemos, então, consideram virgindade de parte do corpo apta a copular. Acho que seria o mais correto. E mais honesto não só com os outros, mas com a gente mesmo.

Uma coisa que nunca entendi é a necessidade dos jovens de querer perder a sua (qualquer que seja). Sinceramente, não sei o que esperam. Já disse mais de uma vez, se eu pudesse voltar no tempo, não teria perdido (essa palavra mesmo, como se fosse uma chave que não sei onde larguei) uma das minhas virgindades aos 16. Tudo bem que eu acabei gostando, mas começou quase num estupro. E depois essa pessoa acabou me machucando de tantas formas diferentes que fico sempre achando que deveria que esperado até há poucos dias atrás.

Mas um pensamento dito por um amigo meu sempre me animou. Como ele disse, eu fiz sexo, não amor. Consegui, então, estar virgem até o fim do mês passado. A primeiríssima vez em alguns pontos, uma nova primeira em outros.

Madonna já cantou "like a virgin, touched for the very first time. Like a virgin with your heartbeat next to mine". Ainda que você já tenha perdido todas as tuas virgindades ao longo da ansiosa adolescência, quando se faz amor, é como se nunca tivesse sido feito nada, mas com o benefício de saber o que está acontecendo.

A primeira vez (qualquer que seja) não deve ser algo banal, feito no banheiro da festa. Também não precisa ser em um quarto de cama king size com dossel e velas românticas ao redor. Mas tem que ser com alguém que seja bacana. Não custa dizer não se você não está 100% preparado. E aí saberemos se a pessoa tem chances de te magoar no futuro ou não. Se ela aceitar sua recusa, essa criatura merece ter sua primeira vez. Se insistir dizendo que vai ser bom, etc etc, vai acabar ter fazendo mal no futuro. Digo isso por experiência.

Virgindade hoje não tem mais o peso e o valor na sociedade que tinha antigamente. Ainda assim acho que vale a pena se valorizar. É um momento teu, um momento especial, e você tem que ter o direito de escolher como e com quem partilhá-lo.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Arte ou Pornografia?



Alguns dizem que a única diferença entre nu artístico e pornografia é o preço da câmera. Não acho que seja isso.

Arte (do latim ars, significando técnica e/ou habilidade) geralmente é entendida como a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética ou comunicativa, realizada a partir da percepção, das emoções e das ideias, com o objetivo de estimular essas instâncias da consciência e dando um significado único e diferente para cada obra.

Pornografia é definida como qualquer expressão humana que desperta pensamentos sexuais. Quase sempre a pornografia assume caráter de atividade comercial, seja para os próprios modelos, seja para os empresários do setor.

Analisando os dois conceitos dá para ver que existe um grande diferença teórica, mas que na prática fica meio confuso. Playboy e GMagazine querem apenas vender ou existe um objetivo estético nas fotos?

Diversas peças históricas resgatadas de Pompéia mostram imagens de sexo explicitas, além de outros objetos do dia a dia em formatos erógenos. E consideramos arte, pois nos conta mais sobre o meio de vida de uma sociedade que não existe mais.

Por outro lado o Kama Sutra é um livro de origem hindu que é considerado pornográfico. Apesar de existir por séculos em paredes de tempos, nos consideramos a coletânea de dicas algo quase proibido. As pessoas não admitem que tem ou que leram (a menos que tenham entre 13 e 15 anos).

Por que um representação do corpo humano na sua forma mais simples e natural TEM QUE ser para causar excitação quando na internet e em uma moldura é apenas decoração bela e de bom gosto?

Para mim a diferença não é o modelo, a cultura, o preço da máquina ou onde a imagem está veiculada. O que cria a distinção entre pornô e arte são dois pontos simples:

1) O objetivo de quem faz. Ainda que você e o fotógrafo saibam que as fotos tem como objetivo primordial apenas causar excitação entre os compradores da revista, se os dois quiserem conseguem sem problemas fazer fotos que você mostraria para sua mãe;

2) Os olhos de quem vê. Se você para na frente da Vênus de Milo ou do Davi de Michelangelo querendo ver provocação sexual, você vai conseguir. E essas obras centenárias não vão ser muito mais do que as fotos de Sasha Grey ou de Pete Kuzak para você.

Junte os dois pontos da forma certa e teremos uma obra de arte insubstituível ou uma obra sexual barata e facilmente esquecida.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Idade Importa?



Sem ser para não pagar ônibus, para quê a idade importa?

Há um tempo atrás eu não pensava assim. É como dizem, a gente vai crescendo e percebe o mundo de outras formas. Estou hoje bem mais compreensivo e aberto a novas visões de mundo. Uma delas certamente é o polêmico sexo na terceira idade. mas antes de entrar neste ponto, vamos focar nas diferenças de idade.

Particularmente sempre tive predileção por pessoas mais velhas. No máximo da minha idade. Nuncas sai e nem pretendo sair com alguém mais novo, mas nunca se sabe o dia de amanhã. Tenho, claro, amigos mais novos e mais velhos, mas para ter um relacionamento mais profundo, que seja os mais velhos. Não sei o porquê disso, talvez minha impaciência com meus próprios problemas faça com que não queira ouvir os similares de alguém com quem estou namorando.

Acho que se o sentimento que existe entre duas pessoas faz bem para elas, não tem motivo para alguém se por contra. Tanto faz se a diferença é de 5, 10 ou 20 anos. Se os dois estão felizes juntos, por que impedir? Claro, aqui entra o pensamento que se um cara mais velho se envolve com alguém mais novo, só que se aproveitar. Acho que se tu quer se aproveitar de alguém, tanto faz a idade. O problema se cria porque o mais novo, mais inexperiente, acaba se envolvendo mais do que o mais velho e, por conseguinte, sofre mais quando tudo termina.

É curioso a atual falta de aceitação da sociedade sobre relações de idade diferentes. O mais velho quer tirar ventagem e o mais novo dar golpe. Entretanto, num passado nada distante, os casamentos era entre pessoas de 15 e 50 anos, mas todos aceitavam e eram felizes.

E agora entrando nas idades iguais e avançadas. Hoje me parece injusto que você impeça que as pessoas façam sexo só porque passaram de uma determinada idade. Quero dizer, quando se faz 55 anos deus não te presenteia tirando suas genitais. Elas estão lá, provavelmente não funcionando como aos 15 anos, mas trabalhando ainda.

Jane Fonda, no auge dos seus 74 anos (e devo dizer, noa auge de sua beleza), lançou o livro "O Melhor Momento", justamente sobre os seus 70 e tantos. Ela diz, sem pudores ou medos de julgamento da sociedade, que o sexo hoje com o parceiros dela está muito melhor do que quando era mais jovem. A quantidade pode não ser a mesma, mas a qualidade é muito superior. Claro, após tantos anos de convívio consigo mesmo, passamos a conhecer e aceitar mais nosso corpo e nossos desejos.

O que acho estranho é o fato de que se Jane Fonda fala e escreve sobre, todos aplaudem e compram o livro. Se fosse sua vizinha setentona, você diria que é uma velha pervertida. Eu sei, eu era um desses.

Óbvio, nenhum de nós quer saber da vida sexual do nossos avós, muito menos ter a imagem dos dois na cama fazendo The Spread Eagle (para mais informações ver Cell Block Tango). Muito melhor crer que vovó só faz doces e vovô palavras-cruzadas. E ok querer pensar só isso, mas não podemos querer impedi-los do resto de suas vidas, que estão juntas há mais tempo do que seus pudores e preconceitos existem.

Também é injusto impedir que nossos avós e pais solteiros, viúvos, procurem outro alguém. Ainda que seja só para passar o tempo. Mais uma vez vem aqui a nossa falta de vontade (super normal) de não querer imaginar essas pessoas queridas na cama, mas é egoísmo não querer que elas façam quando saímos de casa para fazer sexo selvagem e louco.

Sei que não é fácil mudar a consciência coletiva. E nem pretendo tentar. Acho que falta amadurecimento para algumas pessoas, como faltava para mim. Vamos nos livrar de hipocrisias e egoísmos  Nenhum de nós pretende abandonar nossas vidas sexuais, então porque exigir isso de quem amamos e nos quer bem?

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Fixação Oral



Felação. Cunilíngua. Qualquer que seja o nome que se dê, tudo é sexo oral. E, para mim, quem já o fez não é mais virgem, ainda que nunca tenha penetrado ou sido penetrado efetivamente.

O oral é a melhor forma de se preparar para o sexo, ou para quando não se tem quase nada de tempo. A primeira vez que se faz é estranha, mas como tudo na vida, é um questão de hábito. Por mais que você esteja com tesão, não adianta se jogar de boca e querer fazer uma garganta profunda se não tiver alguma experiência. Claro, se o pinto do seu parceiro não for muito grande, qualquer coisa que você fizer vai se um garganta profunda.

O que não pode acontecer aqui é aquilo que já escutei mais de uma vez de meninas héteros: nojo do pênis. Ok, não é a parte mais bonita do corpo do homem, mas não há motivo de nojo. Provavelmente o rapaz vai estar com ele limpinho e cheiroso para você, não tem porque evitar.

Ainda assim você está com medo? É sensível e qualquer coisa te dá ânsia de vômito? Use as mãos junto, beije, se concentre na glande. Outra ótima dica é passar um tempo com os testículos. Com cuidado e sensibilidade manipule as bolas com a boca, deixe a mão no pinto, mas cuidado: o saco é bastante sensível para dores.. Lamba e beijo o 'corpo' do membro. Contato visual também é algo que deixa os homens bastante exitados. Afague a região ao redor enquanto você trabalha com a boca. Chupe, assopre, beije, cante, faça o que você achar que tem que ser feito. Apenas não morda, a não ser que seja solicitado.

São poucas as pessoas que conseguem chupar a si mesmos. Confesso que invejo elas um pouco. Acho a ideia divertida.

Seja em um oral hétero ou entre duas pessoas do mesmo sexo, o fato é que suas línguas irão trabalhar. E muito. Principalmente quem for fazer em uma mulher. Esse tipo de experiência eu nunca tive, logo não posso ajudar. Os filmes (lá vamos nós para Hollywood de novo!) sempre dão a entender que é algo que elas amam receber. Por isso acho que vale os rapazes se dedicarem a isso. Acho que é algo que acontece de forma natural, mas se alguém estiver inseguro de como fazer, sempre vale uma pesquisa Google naquele horário da madrugada em navegador privado/anônimo.

Aqui acho sempre importante que seja mantida a etiqueta. Sejamos educados e avisemos quando formos gozar. Homens e mulheres tem o direito de escolher se querem ter suas bocas e rostos molhados com seus fluídos mais sexuais.

Se você está chupando um cara e resolve deixar ele ejacular na sua boca, vem o eterno dilema: engolir ou cuspir? Isso é de cada um. E é bem variável. Vocês esteve com um cara e gostou do sêmen dele? Bem, talvez você não gosto do de outro homem. O gosto muda conforme a dieta de cada um. Então estejam sempre preparados! Para quem quer engolir, mas nunca o fez, fica a dica: engula de um vez. Quanto mais tempo ficar na boca, mais espesso e esquisito o esperma fica.

Ah, e não vale sair correndo depois para escovar os dentes! Do mesmo jeito que é injusto não querer mais beijar que te chupou e engoliu!

Sexo oral pode ser rápido e feito em qualquer lugar. E acho que todos tem o direito de dar e receber. Mas gente atenção: sexo oral, ainda que não ninguém goze na boca de ninguém, passa tantas DSTs quanto o sexo, propriamente dito!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O Que Me Mata



Jealousy, turning saints into the sea 
Turning through sick lullabies
Choking on your alibis

Ciúme com certeza não figura entres os sentimentos mais nobres do homem. Mas ele está lá sempre no seu cantinho escuro, esperando. Ele pode se manifestar em amizades, familiares, objetos, animais de estimação ou, o mais comum, relacionamentos. Que é o meu caso.

Sou mais do que muito ciumento. Mas não faço escândalo como dos filmes. Guardo para mim, liberando apenas um pouco. O problema é quando não temos como falar com a pessoa sobre, dar essa liberada.

O sentimento corrói a gente por dentro. As ideias mais esdruxulas começam a se formar. Aqueles dois minutos que a mensagem demora para ser respondida certamente é um indicio de traição. Não é uma questão de não confiar na pessoa com que namoramos ou nos sentimentos dela, não dá para confiar nos outros. É só ver a lição que aprendemos com Garota Infernal: tem um piranha disposta a foder com teu namoro e se tu mata ela e ainda fica de louco na história. E, no caso do filme, a piranha era melhor amiga.

É um sentimento horrível. Mais para quem sente do que para os outros. Os pensamentos obsessivos e dolorosos, as ideias malucas e cenários dignos de Hollywood, a necessidade de stalkear... Quem são essa pessoas escrevendo no seu mural? E essa que curtiu a sua foto? Quem foi esse que tu adicionou depois desse fim de semana que não nos vimos? E esse vizinho prestativo ai, melhor que você pare de falar com ele...

Sou o rei de responder "está tudo bem" enquanto o ciúmes com consome. Eu tento controlar, respirar e relaxar, afastar as ideias da minha cabeça, mas ás vezes é quase impossível. Nada me distraí, dormir é impossível e comer, enjoativo. 

Não gosto de saber das experiências da pessoa com quem estou. Não gosto de saber de seus ex ou de suas ficadas. Não gosto de saber que músicas marcaram seus relacionamentos. Na verdade, não gosto de começar a saber, porque uma vez que tenho acesso a um mínimo de informações, quero tudo. E isso vai me fazer um mal eterno. Gosto de ter a doce e infantil ilusão que a vida do outro só passou a existir depois que nos conhecemos. Assim como gostaria que fosse a minha, porque, da mesma forma que não gosto de saber do passado alheio, se posso, evito falar do meu. Até porque se ele fosse bom, ainda seria presente.

Nunca cheguei ao extremo de pegar o celular do outro para checar mensagens, mas já hackei redes sociais e e-mail, apenas para dar uma checada inocente. Não foi algo bonito, eu sei, e não pretendo repetir.

Sempre tento me acalmar pensando que se não gostasse de mim, não estaria comigo. Que estou com alguém decente que se quiser outra pessoa vai terminar comigo antes (não que isso vá fazer o ciúmes sumir).  Tento sempre confiar mais em mim e na minha capacidade de "prender" alguém. E é o conselho que dou para as pessoas que choram suas pitangas no meu ombro. Mas é difícil, eu sei. Temos é que dar um jeito de não começar a pensar sobre, e confiar na palavra do outro. Eu sou assim: só acredito que houve um traição se o meu namorado me disse com todas as letras. E aí é o fim do relacionamento.

Um pouco de ciúmes, dizem, é bom para o relacionamento. Um pouco. Pessoas como eu tem que controlar o quanto é exposto. Meu nível de ciúmes é aquele que irrita o outro, que faz ele querer outra pessoa e o fim do nosso relacionamento. Eu sei que é chato, mas às vezes seria bacana tentar compreender meu lado, por mais irracional que ele possa ser. Se é difícil para o outro, creiam, é 238957248952478 vez mais duro para nós, ciumentos.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Orgias



Nunca participei de uma orgia. E não sei se participaria. Mais de uma vez pensei sobre. Às vezes acho que sim, outra não, outras dependeria de quem fosse participar. Mas o fato é que nem convite nunca me apareceu. E acho que gosto disso, afinal ou "sim" ou "não" não seria algo tão definitivo quanto quando se está só no campo das possibilidades.

É meio estranha a ideia, se pensarmos friamente. Um grupo de pessoas nuas, fazendo sexo uma com as outras, sem saber exatamente onde está seu pênis ou de quem é o que está em você. Sem falar que conforme as pessoas forem alcançando o orgasmo, elas se retiram ou tem que ficar por ali? Acho que o grupo que pretende se relacionar intimamente precisa, antes de mais nada, estabelecer algumas regras. Organizar um pouco a bagunça deve poupar constrangimentos e desconfortos, afinal, todos ali estão querendo se satisfazer da melhor maneira possível. Sem falar que acho que ninguém ali pode estar se relacionando ou tendo sentimentos por um dos membros, pelo menos não pode ter o nível de ciúmes que eu tenho.

Devo falar aqui também que tudo evolui. Se você participar de uma sessão se sexo com múltiplos parceiros com seu namorado, vocês podem acabar pondo um fim ao relacionamento. Ciúmes e paranoia podem falar mais alto. E a ideia de orgia também evoluiu. É o famoso malebolge.

(Malebolge: uma casa da alguém. Um lugar aparentemente comum. Um grupo de pessoas sabe que vai ter uma festa. Um dos cômodos da casa é transformado em um dark room gigante. Um casal, chamado de VIPs, chega. Um homem e uma mulher. Ambos com HIV. Eles entram no quarto. Entra na orgia que começa lá dentro quem quer. Só existe um regra: preservativos são terminantemente proibidos.)

Não sei quem criou essa poke-evolução da orgia. Nem onde. Compreendo a ideia de adrenalina que fez com que o malebolge se espalhasse pelo mundo. O tédio que domina as almas dos nascidos a partir de 1985 é o principal combustível. Eu sinto esse tédio muitas vezes, mas nunca fiz esse tipo de loucura.

Os jovens (e me incluo!) estão cada vez mais necessitados de coisas que deem alguma emoção. Ainda que dure pouco tempo. Ao mesmo tempo procuram prazer. Cada vez fazem mais sexo. Cada vez chamam mais pessoas para fazer sexo com eles. Cada vez se arriscam mais.

Como podemos ver no primeiro parágrafo, eu não tenho nada contra orgias. Malebolge não sou a favor. Compreendo, mas não aceito. Mas cada um sabe da sua vida e não cabe a mim dizer o que alguém deve ou não fazer, só acho que pegar um doença como AIDS apenas para atacar a sociedade e seus pais (que no fundo é isso o que leva a maioria das pessoas a esse tipo de coisa, ainda que não queiram admitir nem para si mesmos) é algo estúpido. 

Sexo deveria ser algo único entre duas pessoas. Mas na nossa busca por prazer, acabamos transformando um ato bonito em movimento esquema de prazer. Ok, o que vale é ser feliz! ;)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Prazer Supremo



O tantra é uma palavra de origem sânscrita que faz parte da cultura hinduísta. Nos fundamentos desta cultura existe uma ideia de sexualidade e espiritualidade como forma de crescimento e aproveitamento de si mesmo em conexão com o universo.

Se aceitarmos o que eles pregam de que todo ser existente (animal, mineral ou vegetal) é feito de energia, podemos mais facilmente compreender onde e como o sexo entra na história. Também vamos lembrar que a cultura hindi, assim como a grega, diz que o homem era um ser uno com dois sexos e que foi divido em homem e mulher, e que apenas encontrando seu par pode alcançar o ápice de energia e crescimento espiritual. E é bem ai que o sexo entra.

A forma unir as energias dos dois é através do sexo. A crença diz que se os dois estiverem em sintonia  ainda que não sejam o par certo, a energia gerada e liberada irá causar deformação no espaço-tempo, criando um prazer supremo e prolongado. Não é uma questão de ejaculações ou orgasmos (que só servem para recarregar a energia do seu parceiro), mas de comunhão. É um ideal de união para que ambos possam compreender esse prazer intenso e crescer física e espiritualmente.

O sexo tântrico prega o desapego. Desapego a sociedade. Para que o par (ou quem sabe mais) possa criar a prazerosa deformação no espaço-tempo que fará a satisfação durar mais tempo, eles devem se despir de pudores. Ignore os conceitos impostos por terceiros. Se libertem juntos. Soltem suas fantasias e compreendam o erotismo que há em cada um. Se sintam eróticos e deixem isso tomar conta de vocês. Deixem o outro a vontade e fique também. E aí é só aproveitar.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O Beijo



Eu sou da teoria de que um beijo diz muito da pessoa. Do que ela espera de você, o quão alcoolizada ela está, seu estado de carência, sua experiência...

Eu acredito também no conceito ensinado pelos contos infantis e ratificados pela Disney do poder infinito do beijo de amor verdadeiro. E que sabemos quado o damos. Tudo fica leve e certo no mundo, ainda que esteja tudo errado. Ele tá dá forças e coragem, apesar de tirar todo nosso ar. Nós sentimos que é o certo a se fazer.

O eterno sonho das crianças de 12 anos é sempre bom, mas quando resolve ser ruim... Conheço relatos de ânsia de vômito em alguns casos. Nunca senti esse extremo, mas sim, já teve muito beijo que me fez sair andando sem dar maiores explicações.

Mas também já tive ósculos que quase chorei quando tive que dar o último. Não queria que acabasse nunca. E perdi horas de vida lembrando e sonhando em reviver. 

Já beijei minha paixão platônica. E foi lindo. Não a situação, mas a sensação. De céus e terra se misturando, e gravidade não sendo algo efetivo em nosso corpo. Mas não era um beijo de amor verdadeiro. Foi bom e foi o que deveria ser: único e sem direito a repetir.

Longo, superficial, profundo, rápido, roubado, tanto faz o tipo, desde que seja feito com vontade. É uma demostração de carinho sem igual. De acordo com a seita crida por Sarah Sheeva, o beijo acende em nós um fogo que não se pode apagar. Um desejo que, invariavelmente, vai nos levar para o sexo. E em alguns casos, sou obrigado a concordar. Nem sempre um beijo nos satisfaz e queremos mais. Muito mais. Precisamos de todo o resto.

E os beijos extrapolam as agora pequenas fronteiras da boca. Nossos lábios ficam com vontade própria e queremos beijar cada parte do parte do corpo do outro. Ali em nossa boca está todo nosso carinho e queremos deixar gravado na carno do outro, como se marca gado com ferro em brasa. Temos nosso êxtase juntos e, cansados e felizes, damos aquele beijo suave e saboroso.

Por todos estes motivos ditos ali em cima, por causa do tipo de sentimento que eu acho que deva estar em um beijo e que eu coloco, não gosto de beijo dado em amigo. Tenho amigos assim, ficam bêbados e querem sair brincando de ser Hebe. E ficam ofendidos em algum nível quando eu digo não. Mas para mim beijo não é algo tão banal assim. É o suprassumo da demonstração de carinho com terceiros na minha opinião e deve ser tratado como a ação sagrada que é.