segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Da Calma na Ilha



Eis que os deuses pararam
Cansaram de se divertir com brigas e guerras
Foram dormir, comer, viver
Os mortais, aos poucos, voltam a sorrir
Há paz em Esparta

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Do Meu Ventilador



Porto Alegre tem tido algumas noite de calor. Não muito calor, mas o suficiente para que dormir fique complicado. O ideal para um ventilador ligado. Eis então que resolvi ligar o meu! Só que ele não quis ligar.

Era audível o leve ronco do motor, mas as pás estavam mais paradas do que fila de banco em dia de pagamento. Resolvi então fazer contato, como se fazia nos aviões de antigamente (tentei achar um gif disso, mas não consegui. Se alguém tiver/achar...). Mas os aviões, em filmes ou desenhos, sempre pegaram na primeira ou segunda tentativa. Meu pequeno ventilador preto Mondial não. Ele é rebelado. Fiquei com dor no braço e na mão até faze-lo funcionar. E só pude usar a velocidade máxima, nas outras ele parava. E desse ocorrido, concluí três coisas:

1) Preciso urgente de um ventiladorzinho novo;

2) Eu, e quase todo mundo, não valorizo pequenas coisas da vida. O simples ato de chegar em casa e ligar um ventilador ou ar condicionado sem problemas. Ligar uma luz quando escurece. Girar um registro e ter água quente saindo do chuveiro. Mas além dessas pequenas coisas que para nós são banais e do dia-dia, devemos valorizar mais outras coisas. Um trabalho, por exemplo. Um namoro firme ou mesmo a nossa saúde. Algumas (muitas!!!!) coisas entram nas nossas vidas e se tornam comuns, deixamos de ver como a dádiva. Não digo que deixamos de gostar, mas não cuidamos tão bem quanto deveríamos;

3) Estou me tornando um filósofo de fundo de botequim.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Do Bolo de Laranja



Certa feita uma menina nascida e criada no interior casou-se com um jovem militar. Não sei as circunstâncias ou mesmo onde se conheceram. Sequer sei se ele é do interior ou não. O fato é que os dois, seguindo a ordem com que estamos acostumados, tiveram um filho. O bebê os fez procurar um lugar maior para morar. E eis que se mudam para o meu prédio.

Somo vizinho de andar. A porta deles é atravessando o corredor em diagonal a minha. Nunca falei com nenhum dos dois além de um eventual "oi" entrando ou saindo do prédio. Sei que ele é militar porque durante a semana sempre está fardado. Imagino que ele ocupe um cargo mais administrativo, já que seu físico não é o que se imagina que seja o de um soldado que treina todos os dias. Ela sei que é do interior porque me disseram.

Eles, cujos nomes desconheço, moram ali já deve ter uns seis meses. E um dia desses, fiquei sabendo apenas, ela bateu a nossa porta. Pediu uma xícara de farinha, pois estava fazendo um bolo. Foi dado o alimento sem o menor problema. Aliás, acho que farinha é algo que nunca faltou ou faltará lá me casa. E lá foi a gentil vizinha cozinhar para seu marido.

Ontem, voltando do teatro, chego em casa com fome e vejo um generoso pedaço de bolo de laranja num prato que nunca vi lá em casa. Eis que fico sabendo que é um bolo feito pela vizinha essa, para gradecer a farinha dada. Ora veja bem! Quem hoje em dia assa um bolo num domingo, num calorento final de tarde e dá um pedaço grande aos vizinhos que fizeram nada de mais?

Sinceramente achei incrível isso. Algo banal, mas que me fez pensar. Quantas vezes não demos açúcar ou emprestamos o abridor de latas para a vizinhança? Quantas vezes não deve a empregada ter pedido algo também? Sei que nós nunca fizemos algo do gênero. Tão pouco recebemos isso antes. E tava bom o bolo. Muito bom mesmo. A vida em sociedade está perdendo as pequenas coisas que fazem valer a vida em sociedade. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Das Abelhas



"De acordo com as leis da aviação, uma abelha não poderia voar de maneira alguma. Suas asas são pequenas demais para levantar seu corpo gordinho do chão."

Essas são as palavras que abrem o filme Bee Movie - A História de uma Abelha. E exitem outros tantos motivos que, em tese, deveriam impedir esse inseto de voar, como a falta de aerodinâmica. Me permitam agora filosofar.

Na nossa vida é assim também. Sempre tem alguém disposto a nos dizer "não". Volta e meia vem um especialista de coisa alguma falar que somos velhos demais para isso, jovens em demasia para aquilo, etc. Raramente vão chegar e dizer que somos perfeitos para o que almejamos. Nunca vi alguém ouvir isso.

Mas a pergunta é: e daí? E daí que já sou mais velho do que a maioria que tem o mesmo sonho que eu? E daí que sei lá quem acha que eu não devo ter esperanças? E daí se as pessoas não gostam das escolhas que fiz para minha vida? E daí se a sociedade não aprova minha sexualidade? E daí se a humanidade acha que ser um X-Men é uma doença?

Felizes são as abelhas! Elas não se prendem a grandes pensamentos e profundos estudos. Não se importam com achares alheios. Abelhas fazem, e fazem bem, o que querem fazer. Se a física não impede uma abelha de voar, por que meia dúzia de pessoas vão nos impedir de chegar onde queremos?

O texto de abertura do filme termina de forma engraçada e verdadeira. Ele diz: "Mas a abelha, é claro, voa assim mesmo. Porque as abelhas não dão a mínima para o que os humanos acham impossível."

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Das Quedas



A vida nos dá rateiras por vezes. Algumas vezes vinda de onde menos esperamos. Em alguns casos caminhamos em direção a essa queda sem perceber.

Dizem que todo mundo um dia cai quando está no palco. Dizem também que o importante é como a pessoa levanta que define se ela continua empregada ou não.

Mas saber disso tudo não torna mais fácil nada. Saber que a árvore podre cai para que uma nova possa nascer não torna mais agradável a queda.

É difícil ter forças para continuar logo em seguida que batemos de cara no chão. Sozinho é muito complicado de levantar. Mas só sozinhos conseguimos levantar. O apoio que qualquer um possa dar é isso apenas, apoio. É a hora de ver quem realmente se importa conosco e quem vai tripudiar da nossa desgraça.

Não é agradável o fim de algo. Muito menos quando não estamos preparados para isso. E menos ainda quando os motivos alegados são injustos. Mas uma vez que o caos veio e perdemos algo, temos duas opções: lamuriar ou prosseguir.

Minha primeira alternativa é lamuriar. Querer fugir, chorar. Perguntar porquê a vida não é justa ou boa. E fiz tudo isso. Reclamei, xinguei, chorei. Mentiria se dissesse que já está superado. Volta e meia vou acabar voltando a esse assunto, mas sem dor, recalque ou raiva.

Uma vez que já esgotei a opção 1, vamos para a 2. Se não tenho o que fazer para voltar ou me manter nalgum lugar, exitem outros. Todo fim é apenas uma novo começo. É chato sairmos do conforto rotineiro em que estávamos, mas é necessário. Se Bruce Wayne fosse ficar se lamuriando, não teríamos o Batman e Gothan City seria um verdadeiro caos.

A vida segue. Aos poucos vou me reerguendo, espanando a poeira e indo atrás do novo. Correndo para não perder o que já tenho também.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Da Minha Sina



Não posso ser eu mesmo. Há tempos sei disso, mas sempre me iludo achando que dá para tentar. Ninguém suporta. Acho que não fui feito com o direito de sonhar ou de querer algo. Devo viver somente. Uma vida parada, apática.

Mais de uma vez fui escutando pela minha vida "tu não era assim". Realmente, não era. Fui outra pessoa para agradar e para me proteger também. Com o tempo, com a convivência, passei a achar que realmente gostavam de mim. Poderia, então, ser eu mesmo. Tolo que fui. Doce ilusão essa.

No meu horizonte tem duas opções: ser quem querem que eu seja ou ser como sou. As alternativas sinceramente não me importam. Nenhuma das duas me fará feliz. Sofrer quieto ou expor minha tristeza, o resultado acaba sendo o mesmo. A indiferença alheia é a mesma.

Eu me esforço com quem merece, mas chega um ponto que tenho que falar algo que me incomoda. Na minha ilusão, o outro vai ouvir e se empenhar em resolver. Um dia aprendo que na minha vida não é assim. Não me importo em fazer os outros felizes, só esperava a mesma consideração às vezes. Eu tenho que aprender a não fazer tudo pela felicidade alheia, porque esta é uma via de mão única.

Mas a culpa é minha. Eu sou o errado. Como amar alguém errado como eu? O que peço é tão impossível assim? Se o fato d'eu amar e querer bem não da força ou coragem para romper com antigos paradigmas, então não sei o que fazer. Não tenho o que oferecer além do meu amoroso carinho.

Eu aprendi a me controlar, a pensar, a respirar. Aprendi a confiar, dei provas de minha confiança. Mas não importa o que eu faça, apenas não sou alguém escolhido por deus para ser amado.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Ao Tempo



Não, não peço ou imponho um tempo no namoro
Não!
Continuo tão fiel como sempre fui (como sempre serei)
Só quero por todas as ideias no lugar
Sem pressa, sem correria
Sem medo de perder por não resolver logo
Em um mundo cada vez mais corrido, é estranho não correr
Entretanto, a corrida esteve presente das outras vezes
Ficar de bem logo
Um bem que acabou durando pouco
Um bem que, agora, me pergunto se era real
Talvez tudo só tenha se acalmado, não resolvido
É como comer, quando corremos queimamos a boca
Temos indigestão
Por isso resolvi dar mais tempo
Tempo ao não-tempo em que estamos vivendo
É doloroso
É difícil
É errado não passar o dia ligado no gtalk
É estranho não sair nas terça-feira à noite
Estamos os dois quietos
Cada um no seu canto
Cada um com sua lista
Cada um com suas fotos
Cada um com seus posts
A certeza da continuidade
Mas sem se falar
Tem coisa fora do lugar ainda
Ainda dói pensar no ocorrido
Tempo ao não-tempo
Espero que depois disso
Tudo seja como no início

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Da Inspiração



O que mais tem ai pela internet são dica infalíveis para se mante inspirado e criativo. Particularmente, eu não entendo isso. Para mim ou se nasce criativo ou não. E a inspiração, ela vem quando quer, se quiser.

Tem que olhe as dicas milagrosas. Não condeno, acho admirável o esforço para melhorar. E desde sempre o homem conviveu com a inspiração (e sua falta). Quem nunca ouviu falar nas musas gregas? Nem precisamos ir tão longe na história. Peguemos Helô Pinheiro, a musa que inspirou o maior simbolo musical do país. Ainda que vocês não associem o nome a pessoa, aposto que já ouviram e cantarolaram por diversas vezes sobre  esta menina que vem e que passa num doce balanço balanço do mar ♫ da belíssima praia carioca de Ipanema. E vejam bem: Tom e Vinicius não estavam (que eu saiba) a procura de inspiração no dia em que se sentaram no finado Bar Veloso, naquela esquina entre as ruas (hoje chamadas de) Vinicius de Moraes e Prudente de Morais.

Quando a inspiração quer, vem. E vem com tudo. Não respeita hora, companhia ou lugar. No bar, na cama, no banheiro, não temos controle sobre. Um dormida a tarde pode dar um fôlego novo a uma ideia velha ou mesmo trazer uma 100% inédita.

Largando de mão a modéstia, eu sempre fui criativo e inspirado. É só olhar esse blog! São vários assuntos diferenciados, que vieram de inspirações diferentes (alguns da mesma). Ultimamente o que mais me inspira é o meu namoro. Mas o blog começou com outros propósitos, eu falava sobre minha mania de comprar, que, vejam só, há tempos não se manifesta. E já falei de sexo, de amenidades, até mesmo já filosofei aqui!

O que me inspira é o meu dia a dia, minha rotina. Apenas um parar um pouco às vezes e efetivamente ver tudo que há a minha volta. Afinal, se a minha vida não me inspirasse, como poderia eu ter a ilusão de inspirar a dos outros?

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Dos Hábitos


Cada pessoa é criada de um jeito. Crescemos aprendendo a ver a sociedade por um determinado prisma e a agir de forma pré-determinada, mas diferente. Mesmo vivendo numa mesma cidade há pouco metros, duas pessoas acabam sendo muitíssimo diferentes. E a adaptabilidade humana se revela quando esse mundos se chocam.

Conviver com outro alguém é difícil já por si só. Em casos de hábitos diferentes então... Com boa vontade, bem querer e carinho tudo dá certo. Depois de um choque de "há um outro pensar, de viver que em nada se parece com o meu!" vem a calmaria e vamos compreendendo o outro.

Quando vemos estamos já envolvidos e conectados com o outro de tal forma que alguns hábitos mudam, tanto os que nos foram ensinados como os que nos forçamos a ter. Já escrevi aqui algo sobre falar como o outro, usando suas expressões, mas tem além. Algumas manias mesmo são absorvidas (ainda mais por mim que sou de um signo considerado mutável). Uma reclamação via Twitter ou uma ida ao cinema desacompanhado. Simplesmente, quando vemos, estamos agindo de forma igual ou muito similar ao outro.

Mas além de "roubar" hábitos, também abrimos mão. Para alguns é difícil deixar de fazer algo que se fazia sempre ou com frequencia. Entretanto, fazemos. E com gosto. Ficamos felizes de deixar de fazer algo porque queremos o outro feliz e tranquilo.

Claro, tem aquilo que consideramos inegociável. Acho, no entanto, que essa é apenas uma forma de defesa natural. Até porque tem hábitos que não precisam ser abandonados, apenas alterados. E com conversas e muito carinho pode-se chegar a um entendimento.

Nossos hábitos nos definem. E é importante nos colocarmos firmemente perante a sociedade. Mas quando amamos... ah, quando amamos! Ai nós somos capazes de aceitar uma outra definição de quem somos porque, afinal, o eu deixa de ser apenas eu, e passa a ser nós em diversos momentos.

Das Importâncias



Chego a me impressionar comigo mesmo, minha mudança da prioridades é extremista. Mas acho que não sou só eu, sou? A idade, talvez, possa levar a culpa...

Há pouco tempo eu teria entrado de cabeça na discussão Roar x Applause, teria esperado o clipe de Work Bitch, feito mil e um planos de como poderia ir ao Rock in Rio ver Kimbra e Bon Jovi. Eu xingaria a Lana Del Rey e diria que prefiro ficar surdo a ter que ouvir por completo o tal Canto Alegretense. Pensava em trabalhar na Hommes International Vogue e fazia altos planos de me mudar para Paris (já sabia até em que arrondisement seria ideal de se morar!)

Mas essa fase (que nem foi tão longa!) passou. Meus interesses mudaram de forma quase drástica. Estou muito mais preocupado em esticar o pé ao máximo do que a nova fase da Lady Gaga ou mesmo o novo cd do Franz Ferdinand. Hoje compro muito mais uma briga por não entender porquê o brunissvemk ganhou tantos destaques (uma vez que ele não tem técnica, postura, aparência ou competência) do que uma por Harry Potter x Percy Jackson. Passo mais horas pensando em que palhaço de The Fairy Doll acho melhor do que tentando acompanhar a Paris Fashion Week.

Entretanto, eu sinto uma diferença significativa entre a fase, os meus interesses e prioridades de antes para os de agora. Não me sinto incompleto ou mesmo artificial decorando ballets, nomes de diretores artísticos e bailarinos. Não me é forçada a criação de coreografias de ballet para qualquer música que escute (tenho uma até mesmo para Origens, do Neto Fagundes!!). Sai tudo de forma natural e fácil. Vocês mesmo podem ver por aqui como os textos mudaram!

Além de uma significativa mudança de humor (ando muito mais feliz), esse meu novo viver trouxe para minha vida gente incrível, tirou uns quantos escrotos e manteve quem realmente eu gosto e gosta de mim. Sem falar na melhora na minha saúde e condição física.

Antes era comum eu me sentir perdido, sem foco, sem saber o que fazer da vida. Agora, às vezes fraquejo, mas eu sei o que quero. E quem eu gostaria que estivesse ao meu lado quando eu chegar lá, pessoas que certamente vão ter função fundamental. Não sinto a necessidade de mudar de vida mais. As coisas estão se acertando, aos poucos, umas antes das outras, mas tudo se encaminhando. Acho que isso é amadurecer, crescer. E uma vez que a vida termine de entrar nos eixos, certamente a emoção também irá.

Como disse no início, não sei se isso é só comigo ou se todos passam por isso. Sei que abandonar aquilo que eu era me fez um bem danado. Me livrei de vícios e pensamentos ruminantes que me faziam mal. E a vida continua, mudando certamente, mas dentro de um padrão agora.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Dos Beijos de Cinema


Não sou nenhum defensor da chamada "causa gay". Bem o contrário. Acho que cada um tem mais é que viver suas vidas, sem forçar ninguém a nada. Mas ao ver a imagem que ilustra (recriação dessa) esse texto eu me perguntei: Qual é o beijo gay emblemático do cinema?

Podemos aqui citar o de Beleza Americana, mas a cena fora do contexto do filme não significa nada. E agora, de cabeça, é o que me lembro. O Segredo de Brokeback Mountain deve ter algum momento de ósculo também, mas não me lembro, potanto posso dizer que não foi marcante.

Não venho acusar o cinema de ser homofóbico ou algo do gênero. Só trago a reflexão. Rhett beijando Scarlett entrou para história. Bem como Jack e Rose, Romeu e Julieta, Noah e Allie, o casal na praia de A Um Passo da Eternidade, Christian e Satine, até mesmo os robôs Wall-E e Eva. São imagens emblemáticas. Beijos que entraram para história. Representações do amor puro e intenso criado pelo cinema.

E escrevendo esse texto, a procura de confirmação do nome do filme A Um Passo da Eternidade, eis que chego a esta página do UOL. Ali tem para ser escolhido (sem votação, que coisa bizonha!) um favorito. Tem alguns gays, mas sinceramente, nenhum deles me marcou. Talvez porque os filmes não seja grande coisa, em minha opinião cinéfila.

É complicado essa coisa de ser gay. E não acho que ninguém seja obrigado a ficar vendo no cinema homens beijando homens e mulheres beijando mulheres. Mas eu sinto a fata de uma representação, por assim dizer. Talvez com mais imagens, com um beijo homoafetivo no hall do Grandes Beijos da História do Cinema, acabasse com alquela mania que alguns tem de querer eleger um homem e uma relação dentro do casal gay.