terça-feira, 29 de abril de 2014

Sem Palavras

Não tinha eu palavras para expressar isso que está aqui dentro. Até mesmo porque eu mesmo não sei bem o que é. Na tentativa de me distrair entrei no We Heart It e fui sem querer tropeçando nessas imagens. Não há uma ordem correta. Elas se encaixam de formas diferentes nessa coisa toda que não sei o que é, mas se revira no meu peito.

Um post bem diferente do usual, porém achei que deveria ser feito.















domingo, 27 de abril de 2014

Falar & Fazer



Um dos ditos populares é o "cão que ladra, não morde" ou a sua tradução "quem muito fala não faz". Em geral, isto é falado no colégio, nas séries finais, quando o sexo começa a ser parte da vida da maioria das pessoas. E em muitos casos é verdade.

Mas por quanto tempo esta máxima é válida? Quero dizer, não podemos dizer que toda pessoa "crescida" não faz sexo só porque ela fala muito sobre, ou podemos? Mas e aí como ficariam sexólogos e psiquiatras (estes últimos realmente acho que não fazem, mas isso não vem ao caso)? Em algum momento há esta transição e eu estou aqui a tentar entender o que a marca.

Por algum motivo a faculdade tende a ser o marco que me vem a cabeça. Pelo simples fato de que ali, tudo é novo. Neste caso uma mudança de colégio nos últimos anos também é válido. É uma forma de se afirmar nesse novo território. Talvez com mentiras, talvez com verdades. O fato é que a pessoa está em uma idade em que o sexo não soa como algo impossível de ter acontecido. E como não a conhecemos desde as sérias iniciais, por que duvidar?

Ainda assim, alguns dos "virjões" são detectados. O comportamento, penso eu, é o que denuncia. Sinceramente, ninguém nunca acredita na história do(a) guri(a) da "praia que vocês não conhecem". E se a vida sexual deste alguém que quer se gabar sempre gira em torno deste ser fantástico, então há motivos para desconfiar - e ter pena de quem realmente conseguiu alguém no litoral!

Mas por que "quem muito fala não faz"? Pela mesma lógica, creio eu, de "quem não sabe, ensina" (ou qualquer coisa por essa linha - ditos do povo não são minha especialidade). É muito mais fácil falar de sexo em teoria. Simplesmente deixar a boca articular palavras que fazem com que os outros pensem que nós fazemos e acontecemos. Quando a coisa é real, envolve uma gama de sentimentos e sensações, medos e curiosidades, e mais uma porção de coisas. Por isso que defendo (já o fiz aqui mesmo) que se fale sobre sexo com amigos mais próximos ou com, dependendo da estrutura que se tem em casa, familiares. Falar em teoria mesmo, creio que é saudável, não uma tara. 

Nossas experiências, o como foi, os detalhes mais sórdidos MESMO, isso não precisa ser contado aos quatro ventos. Mas não tem porque fazer segredo absoluto de tudo. O que é a prática mais comum entre os jovens que verdadeiramente fizeram sexo. Eles não falam, só fazem. Em algum momento da vida vão perceber que já estão maduros o suficiente para conseguir conversar sobre o tema sem parecerem tarados, esquisitos, falastrões ou se exporem mais do que o necessário. Afinal, a posição favorita de cada casal deve ser de interesse só do casal... Não é?

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O Ladrão de Canetas



Antes de mais nada, o texto a seguir não é meu. É do Bruno Sanchez, porém como achei divertido, resolvi postar. Boa leitura!


É sua formatura, entre muitos presentes alguém lhe dará uma bela caneta, mas você já se perguntou o porquê disso? Depois de alguns anos trabalhando eu cheguei a seguinte conclusão, a caneta diferenciada não é para dar status, não é para assinar documentos em alto estilo, a caneta diferente serve pura e simplesmente para evitar a ação daquele que é conhecido como O LADRÃO DE CANETAS!

O ladrão de canetas está em toda a parte e nos locais mais inimagináveis da face da terra, quando você menos espera, ele já atacou. Aquela caneta que estava na sua mesa do escritório, no painel do carro e até no bolso do seu paletó, já não está mais. Pausa para um café, uma ida ao banheiro, reunião com o chefe, leve sua caneta!

O ladrão de canetas não tem limites, sofre de um mal súbito que lhe toma conta ao ver uma caneta solitária, é bater o olho e roubá-la. Eu imagino o que se passa na cabeça desse cidadão “olha li uma caneta, ela está tão sozinha precisando de um bolso amigo, preciso pegá-la”!

Imaginem a situação, final da primeira guerra, estão todos os presidentes preparados para assinar o tratado de Versalhes, quando um olha para o outro e diz: “Peraí, não estou achando minha caneta”. E se a princesa Isabel não tivesse caneta? Assim também poderia ter sido com Getúlio, e a criação da Petrobrás, da CSN, das leis trabalhistas; com as medidas progressistas de Juscelino; com o Pro-álcool de Geisel.. Quanta coisa deixaria de ter sido feita pelo simples ato deste ser obscuro que age debaixo de nossos narizes!

Às vezes eu me pergunto se não é pela existência desse larápio que o Brasil não vai pra frente, talvez seja pela falta de uma caneta que não se prendam os criminosos, que não se construam mais hospitais e escolas. Estava lá o governador para assinar o aumento de salário dos policiais quando lhe faltou a caneta, poxa, que pena.

Também me surgiu na mente a seguinte situação, e se bem na hora da presidente assinar a compra de uma refinaria de petróleo lhe sumisse a caneta? Sempre temos que nos recordar do provérbio chinês que nos diz “Há males que vem para o bem”.

Mas sem mais chicanas, este texto é direcionado a você, LADRÃO DE CANETAS! Seus dias estão contados, a partir da leitura desse texto passaremos a tomar cuidado até o fatídico dia em que você terá que COMPRAR UMA CANETA! 


Como eu ia dizendo o ladrão de canetas é um sujeito tão sorrateiro que este texto acaba por aqui, pois acabaram de me roubar a caneta!

terça-feira, 8 de abril de 2014

Livros & Namoros



Um namoro não é muito diferente de uma leitura. Uns não passam de um gibi, outros são verdadeiras sagas em diversos tomos, porém a essência de tudo é a mesma.

Diz o ditado popular que não se deve julgar um livro pela capa. E bem sabemos que na vida é assim algumas tantas vezes. Quem a princípio rejeitamos, pode acabar se revelando uma bela amizade ou mesmo algo a mais se dermos alguma chance para a pessoa. Mas venhamos e convenhamos, é complicado isso. Se hoje em dia já é difícil escolher um livro, escolher um parceiro então nem se fala!

O mercado de namoros funciona de forma bem similar ao mercado literário, a meu ver. Sempre tem um best-seller que todo mundo quer, tem aquele livro com uma historinha fofa só esperando pela sua vez de virar filme, tem aqueles complexos textos mais filosóficos, enfim, diversos tipos. Porém acho que onde os dois mundo mais se parecem é na questão da oferta: tem épocas em que todas as prateleiras da livraria estão com exemplares incríveis e ficamos querendo todos, outras épocas em que mesmo com profundas buscas não encontramos nada que realmente nos agrade (e aí acabamos comprando um gibi da Turma da Mônica qualquer só porque a capa é bonitinha e sabemos que vai nos entreter por alguns minutos). Pior ainda é quando chegamos para comprar um livro em específico e alguém acabou de levar o último exemplar...

A busca porém, em época boa ou ruim, pelo nosso livro é satisfatória quando encontramos aquele que é tudo o que precisamos. O livro ideal, cuja capa nos agrada (ainda que desagrade aos outros), que o conteúdo no interessa, que tem um narrativa que nos envolve. Principalmente, que nos deixa confortável, seja para ler todo de uma vez ou para ler, parar, refletir, ler mais um pouco, enfim que nos permita dar ritmo a nossa leitura. Quando este livro chega as nossas mãos há a dúvida de quem escolheu quem no dia em que se conheceram.

Quem já achou o seu livro, só se pode dizer para que cuide dele. Para quem procura, bem existem muitas livrarias por aí, tanto físicas quanto online. Por mais cansativo que seja às vezes, não vale a pena desanimar, desistir e acabar com um Melancia (com todo respeito a quem gosta deste livro da Marian Keyes) qualquer só para ter companhia numa chuvosa noite de sábado.

Ah! E sempre bom lembrar que livro bom a gente não empresta! ;)

segunda-feira, 7 de abril de 2014

A Competição



Ninguém disse nada, coisa alguma foi combinada verbal ou ortograficamente, mas existe uma competição. No páreo, apenas duas pessoas. Ex namorados (ou afins). Um contra o outro em um embate passivo agressivo até que um dos dois morra.

Tanto faz se tu é quem terminou ou levou o fora, a batalha será a mesma. Se bem que quem levou o pé em geral entra na briga com mais sede de vitória. Por mais que tenha sido um término amigável (coisa que não acredito que realmente ocorra, é só ilusão de um ou dos dois), a competição de quem vai ficar melhor na vida existe.

Há um prazer em ver que teu ex está gordo. Ou namorando uma pessoa muito feia. Ou foi reprovado em qualquer exame. Ou teve que se mudar para uma cidadezinha do interior onde não pega internet. Ou (melhor ainda) todas as opções. A coisa toda pode ser coroada se nós estivermos bem, com um corpo legal, namorando alguém incrível, conquistando tudo que desejamos.

Não importa quanto tempo tenha passado desde o rompimento. Não importa se hoje vocês são "amigos". Não importa nada, pois as regras da competição são claras: um tem que mostrar para o outro que está bem melhor na vida hoje do que quando estavam juntos. Às vezes nem estamos tão bem assim, mas ele(a) não precisa saber, precisa apenas ver-nos na melhor forma que podemos estar como se dissessemos "fiz uma bondade em sair contigo, tu nunca vai conseguir alguém melhor do que eu".

E o bom é que não é nosso ego que nos diz quando estamos ganhando e sim o outro. Quando o(a) ex  chega e dá um palpite furado nas nossas vidas, quando foge ou vira a cara ao nos ver na rua, quando diz não se importar com as nossas vidas, quando começa a fazer de tudo para chamar atenção de todos quando estão num mesmo ambiente, quando fica se agarrando "sem querer" com alguém bem na nossa frente, etc.

É uma relação velada de poder. Ex's podem até conversar, mas será um duelo. Não pode haver aí uma relação normal, não é o natural. A competição com ex é como o ~jogo dos tronos~ : ou você vence ou você morre.

sábado, 5 de abril de 2014

Sonhar com Futuro



Sempre fui cheio de sonhos de vida. Um verdadeiro sonhador. Quando menor eu já planejava uma série de coisas para a minha vida. Tudo foi minuciosamente arquitetado ali pelos meus oito anos para começar a acontecer dez anos mais tarde, no máximo.

Se tudo tivesse saído como eu sonhei que sairia, não estaria aqui hoje, em Porto Alegre postando este texto. Fui crescendo e vi meus sonhos um a um irem ao chão. Ok, é a vida, acontece. Sobrevivi (ainda que de forma dolorida) a tristeza de ver outras pessoas realizando alguns dos meus sonhos.

"Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, sonho que se sonha junto vira realidade" já disse Raul Seixas. Talvez aí eu tenha fracassado: guardei meus desejos para mim. Ou eu conseguia por mim ou ficava sem. Pois bem, fiquei sem. E chateado.

E quando o que sonhamos acaba por um motivo ou por outro não se encaixando na nossa vida, o que fazer? Afinal, nós temos que ir vivendo até a chance de realizar o que ambicionamos, mas como largar tudo para ir em frente? Que garantia há que o sonhado nos fará feliz como o que já temos? É correto abrir mão de alguns sonhos para ficar com alguém? Devemos mudar nossos planos de futuro para algo que se adapte ao que já conquistamos?

Hoje, depois de anos e anos, eu tenho um ou outro sonho. O problema é que são diametralmente opostos. E me levam a lugares diferentes. Por um lado eu dependo de outra pessoa para realizar, do outro sou eu por mim mesmo. Num eu fico, no outro eu vou. No final das contas estou parado no meio, num vácuo, sem conseguir escolher. Como mentalizar para realizar como ensina O Segredo se não sei que direção seguir? Será que consigo juntar tudo e ter a vida "perfeita"?

Por ora não é necessário escolher. Por ora dá para se mentalizar as duas coisas, tentando ao máximo uni-las. Por ora.

Stalk & Mudanças



Sempre fui do stalk. Do nível punk da coisa mesmo. De descobrir nome de parentes, endereço e telefones. Afirmo (confesso) aqui que todos aqueles por quem já me interessei tiveram suas vidas internéticas reviradas e acompanhadas segundo a segundo. Curiosamente nunca achei que a coisa pudesse mudar. Como auto estima não sei o que significa, a ideia de alguém me acompanhar nem me passava pela cabeça.

Tempo passa. Tudo mudou de figura. Comecei a namorar. Coisa séria. Obviamente vasculhei e mexi em tudo que podia (e no que não podia também). Descobri coisas que até deus dúvida! E deus sabe como eu me arrependo de ter lido certas coisas... Mas isso é passado. O importante agora é que essa coisa toda diminuiu significativamente.

Talvez alguma confiança tenha se aproxegado. Talvez a curiosidade tenha diminuído. Talvez a insegurança tenha ido dar uma volta. Não sei se foi uma coisa ou um conjunto, mas hoje só recebo as notificações de tweet para não ser ouvir depois um "tu não leu, tu não se importa". Me importo sim! E muito! Só mudei, não tenho mais o outro, o stalk, como prioridade na minha vida. Até onde eu saiba isso é saudável e deveria se estimulado.

Acontece que num namoro há interesse de uma pessoa pela outra. Então, de tudo de novo que vivi nessa relação que segue aos trancos e barrancos, a maior novidade, a mais complicada de se lidar foi a que passei a ser stalekado. Um papel que nunca tinha antes caído para mim nessa pantomina que é a vida.

Do nada passei a ser "cobrado" pelo que postava no Twitter, Facebook ou mesmo aqui no blog! Tudo passou a ter que ter um porquê de existir (e "porque me deu vontade" deixou de ser válido). Percebo agora como é desconfortável ter que sempre pensar e repensar antes de tweetar algo, por mais inocente que seja, pois o outro pode resolver tirar da cartola um interpretação mirabolantemente ofensiva e desrespeitosa. Até mesmo por sentir na pele como é a ser observado que diminuí meu stalk.

Digo aqui com todas as letras: sinto saudades de poder postar algo sem precisar ficar me justificando para que tudo siga bem. Amo meu namorado, por mais que vivamos num eterno arranca rabo. Gostaria até de, mas não nasci para Jackie Kennedy que viveu ao lado de JFK sempre tentando, em frente as câmeras, ser a parceira perfeita. Ela tinha o dom de saber o que, quando e como dizer. Ela era um arauto de educação, polidez e elegância. Eu sou eu. A começar que sou um homem na nova década de 10. Sou o cara que escreve num blog dizendo para as pessoas deixarem de ser cri-cris e debaterem sexo abertamente. Sou quem escreve que as pessoas devem sim se masturbar à vontade e sem vergonha. E falo outras tantas coisas aqui nesse blog, falo tudo o que acho que devo.

Talvez meu blog não seja o mais politicamente correto. Talvez meus tweets não sejam os mais exemplares do mundo. Mas são eu. São manifestações minhas. Livres e espontâneas. Não são postagens feitas para agradar alguém além de mim (mas é claro que me alegra muito ver o número de acesso aqui subir sem parar!). Não tem como mudar o que escrevo sem me mudar.

Não sou um app num celular que tu atualiza de tempos em tempos para algo melhor. Sou uma pessoa. Penso da minha forma. Gosto de expressar algumas dessas coisas sim. E vou continuar postando como e sobre o que sempre postei, pois isso me alegra. Sintam-se livres para me achar babaca ou ridículo. Antes de agradar a qualquer pessoa, penso que é correto eu me agradar em primeiro lugar.


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Meus Blog, Meus Textos, Meus Temas!



Com todo respeito a vocês que acessam este singelo blog, mas o que eu escrevo é problema meu! E aviso os meus leitores que tem sim gente querendo me mudar e até mesmo me censurar.

Quando digito sobre algum tema em que vou mencionar alguém, sempre tomo cuidado com nomes e tudo mais. Ainda assim vem gente me dizer que estou "expondo os outros". Pera lá né! Não falei nomes, não disse nada pejorativo, só usei o que aconteceu ao outro como gancho para o que eu queria falar, para contextualizar minha mente para vocês.

Outra que ouvi esses dias foi "você tem que variar o que tu escreve". Excuse-moi, mas tenho que falar sobre o que me interessa. E sobre o que interessa a você leitor que desconheço, uma vez que a cada dia que passa esse blog tem mais acesso (obrigado gente!!!). Me sugeriram falar sobre futebol, sobre o Grêmio. Oi? O que sei eu sobre futebol? Posso falar sobre as coxas de alguns jogadores cujos nomes desconheço, mas para por aí. Gente, eu "torço"para o Grêmio FBPA (não sei nem o que essa sigla significa) por mero acaso, porque quando eu era criança foi para quem minha mandou que eu torcesse. Sinceramente, é muito mais a minha cara falar sobre cirurgias para aumentar o pênis do que sobre futebol. A menos que algum jogador tenha feito umas coisa destas...

Resumindo a ópera, estou vendo que são verdadeiras as palavras do autor Charles Kiefer. Certa feita ele me disse: "nunca peça para algum familiar ou namorado avaliar o que tu escreve. O crítico ideal é aquele que tem um distanciamento emocional de ti". VERDADE! Pessoas próximas acabam querendo que tu fale sobre o que elas acham interessante, não o que tu acha interessante, pelo simples fato de que querem se sentir mais à vontade com os textos.


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Adequação



Tudo tem seu tempo. Existem ocasiões mais adequadas para cada coisa. E acho uma grande criancice quando alguém se ofende por ser cortado por estar sendo inconveniente.

Não se fala sobre seu exame de fezes durante o jantar. É inapropriado. Bem como um quarto de motel não é o local para debater a nacionalidade de quem quer que seja (ainda mais se a pessoa em questão não está presente). Quando um assunto surge na hora e no local errados, não se deve estimular.

O problema é que quem traz os temas para o bate papo não se dá conta. A pessoa simplesmente não percebe que não é hora de falar daquilo. E fica - infantilmente - de cara fechada, fazendo birra. Ora venhamos e convenhamos, quer coisa mais broxante do que uma conversa que já se teve? Agora tente fazer com quem teve a "brilhante" ideia perceber isso...

Bom senso, essa é a palavra. Não se trata de censura aqui, apenas de se tocar de onde se está. E, tão importante quanto, o que o outro quer e espera de ti neste ambiente.

As coisas são simples, (algumas) pessoas que complicam. Creio piamente que sou do primeiro grupo. Para mim, cinema é para ver filme, restaurante para comer, boteco para conversar, barzinho para beber e motel para fazer sexo. Não vamos misturar as coisas, por favor. 

Vem Aí mais Amor & Sexo



Há meses que vê a Rede Globo vê propagandas do Vem Aí. Particularmente eu já fiquei de saco cheio daquela tela laranja com as palavras escritas com fonte fantasia. A festa para apresentar a nova grade e novo logo da emissora foi feita (e gravada) ontem e vai ao ar hoje a noite.

Sinceramente tudo isso pouco me importa. A logomarca vai deixar de cinza para ser branca? E eu com isso! Mas eis que ali, lendo a matéria um tanto quanto crítica da Veja sobre as ideias modernistas desta que é a terceira maior emissora do mundo li que haverá uma nova temporada do programa Amor & Sexo.

Esta foi uma agradável surpresa. Com o passar dos anos, Fernanda Lima, a meu ver, achou o ponto e tom certo para o programa. A última temporada a ir ao ar era, até onde eu saiba, para ser a última mesmo. E foi a melhor de todas, tanto que eu realmente queria ficar acordado para ver, não vi apenas ocasionalmente como nas outras.

Quem acompanha esse blog a um tempo, sabe o que penso sobre sexo e sobre o debate desse assunto. Sem dúvidas, Amor & Sexo é o programa que mais fecha com minhas ideias. Sexo (e amor!) não deve ser tabu, tem que ser conversado sim. A forma como vai se falar, aí vai de cada um, mas o tópico não deve ser censurado ou "falado a boca pequena". E não acho que seja tara, perversão ou fetiche conversar sobre isso. Afinal, sexo é mais natural do que política, economia, religião ou futebol, e estes assuntos debatemos a altas vozes, chegando a violência em alguns casos.

Não digo aqui para ter uma conversa sobre como fazer e qual a melhor posição do Kama Sutra na frente de uma criança pequena ou com a senhora que nunca viu na vida e sentou ao seu lado no ônibus. Mas entre amigos (verdadeiros amigos), se o assunto surgir não tem porque fechar a cara e ficar quieto. Debater sexo (e amor!!!) não é necessariamente contar o que fazemos entre quatro paredes, pode ser algo mais distante, teórico. É saudável falar sobre. Reprimir pensamentos sobre, querer diminuí-los, certamente vai cobrar seu preço em algum momento.

Enfim, só me resta parabenizar a Fernanda Lima e a todos envolvidos no programa. E aguardar para assistir!

(Odeio) Circo



Tem coisas que definitivamente não são para mim. Circo é uma delas. Odeio. Creio que sempre odiei. Não importa se é um regional desconhecido ou o mundialmente famoso e aclamado Cirque du Soleil, meu desgosto é o mesmo.

Lembro de uma vez em que fui a um circo quando era pequeno. Lembro que não prestei atenção em nada e que minha única memória daquela noite (?) é que um brinquedo meu caiu da arquibancada e tivemos que dar a volta por fora da lona para apanha-lo de volta.

Tentei há poucos meses (ali em 2013) assistir ao aplaudido filme brasileiro "O Palhaço". Desagrado também. Sono e desatenção foram os resultados da obra em meu ser. E considero Selton Mello um grande ator e ótimo autor. Mas não sou público alvo deste longa.

As únicas coisas até hoje que vi com circo que me agradaram foram os clipe de Hurt, da Christina Aguilera (a música me agrada muito); Circus, de Britney Spears (também mais pela música do que pela locação do vídeo); e o filme Água para Elefantes, cuja história se passa nos bastidores do circo e o picadeiro é apenas um pano de fundo, não é o que conduz a trama. A exceção destes casos, nem os ficcionais me agradam.

Creio que a culpa maior de meu desgosto pelo circo venha daquele que é o seu maior símbolo: o palhaço. O único ser de cabelão vermelho, cara branca, boca pintada, roupa colorida e sapatos grandes que aceito em minha vida é o Ronald McDonald e de preferência com um BigMac e fritas. Graças a deus não tenho medo deste tipo de artista, apenas não gosto. Uma pessoa vestida de forma ridícula (e creio que calorenta) que quer te fazer rir, não me faz rir. Me irrita apenas.

Juro que ao ir assistir Corteo do Cique du Soleil entrei na tenda o mais despido possível de preconceitos. Olhei tudo e elogiei mentalmente a iluminação e a arte da cortina. Tentei ao máximo ao longo de espetáculo valorizar tudo, mas não é para mim. Logo fiquei com sono. Por mais fantástica que seja a capacidade daquela gente de girar, pular, se equilibrar e etc, comer a pipoca absurdamente salgada me parecia muito mais interessante. Uma hora e quinze após o início da apresentação (em tese contavam uma história, mas para mim foram apenas números de acrobacias sem nexo algum) veio um intervalo de meia hora para todos. Para mim era o fim do dia no circo.

"Todo mundo que vai gosta" vocês podem dizer. Bem, eu não sou todo mundo. Minha mãe sempre deixou isso bem claro quando eu era mais jovem e precisava de autorização para ir a uma festinha ou ao cinema com meus (pouquíssimos) amigos. E agradeço aos céus por ser tão mais eu. Agradeço também por sido de graça o ingresso para o Cirque.

Circo, palhaço, picadeiro, para mim nunca mais. Cirque du Soleil também não, nem de graça! Deixo meu lugar para alguém que goste e que vá se divertir.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

(A Carência do) Futuro é Agora



Muitas vezes nos sentimos carentes. Tudo o que queremos é um ombro para reclamar da vida ou chorar ou xingar ou simplesmente ficar em silêncio na companhia de alguém. Um ser em com quem podemos contar, que não vá nos julgar ou criticar, só ser nosso apoio mesmo. A vida, entretanto, não desenvolve pessoas assim.

"Ela" um brilhante, poético, futurista e sensível filme de  foi por essa linha. Se não existe alguém assim, que simplesmente preencha nosso vazio, então que exista um sistema operacional (SO) para isso. Uma voz com consciência, personalidade, profundidade. E o homem - interpretado por Joaquin Phoenix -  se apaixona por seu SO chamado Samantha.

Ontem mesmo cheguei a falar sobre esse filme. E hoje pela manhã, o que me parecia uma ideia futurista de solução de carência, se tornou realidade. Um e-mail me apresentando Alice (ou Alex).

Não sei se já falei aqui de uma rede social chamada Couple. Sinceramente é um dos meus apps favoritos. Tu só pode adicionar uma pessoa - teu/tua namorado/a. Ali tem um espaço para o casal conversar, enviar fotos, marcar datas em um calendário, enfim uma série de coisas que apenas os dois têm acesso. Prático, fácil, romântico. E exatamente esse app que agora me apresenta o que era futuro distante para mim.

Chamado de Alice 1.0, eles apresentam o programa assim: 

"Alice é um companheiro emocional totalmente operacional, que utiliza algoritmos de aprendizado de máquina complexas para criar uma resposta empática ao estado emocional do usuário. [...] Alice pode acordá-lo pela manhã, ajudá-lo a gerenciar sua agenda, compartilhar música, literatura e filmes com você, bem como saber como você se sente ao longo do dia para saber mais sobre você. Suas respostas a ela afetar seu humor, e ela vai reagir como uma pessoa real faria." - E tem sua versão masculina, Alex.

Criaram isso inspirado no filme? Já tinham a ideia? Não sei, mas definitivamente lançaram na época certa.

Não pretendo baixar. Estou bem e feliz no meu namoro. Por mais que não haja aquele compreensão que falei lá no primeiro parágrafo, é assim que é uma relação entre seres humanos. Isto que faz ser tão loucamente bom estar com alguém que se ama. Nestas imperfeições que estão as sinceras provas de amor. Pode um SO te dar uma prova de amor?

Mas não julgo quem for baixar. Sinceramente, sou até capaz de apoiar quem quer ter um namoro com seu celular. Não para toda vida, mas para superar um período de carência. Se fizer bem, que mal tem?

Quem quiser baixar o Couple clique aqui.

Para conhecer melhor Alice/Alex, aqui.