quarta-feira, 7 de maio de 2014

O Anel de Noivado



Certa feita li por aí que anel de noivado não significa grande coisa, pois sempre se pode por o anel no bolso e sair fingindo ser solteiro. O mesmo no caso valeria, então, para alianças de casamento. E não há, assim, porque se casar com alguém. Não é o anel que define alguma coisa. Mas eu espero um dia ter um.

Esses dias, uma das editoras da Vogue (US, não BR), Chloe Malle, foi pedida em casamento. O noivo deu a ela um anel diferente do habitual. Ao invés de propor com um diamante solitário, deu o anel a baixo:


Infelizmente não consegui foto maior, mas o importante dá para ver. A menos que ela te diga que está noiva, dificilmente alguém irá adivinhar. Achei bacana isso, afinal cada casal é único. Li a matéria que sugeriram (e ela escreveu) em que Chloe fala justamente de anéis de noivado diferentes. Acabei indo um pouco mais a fundo.

Fui descobrir que existem registro de século antes de Cristo sobre marcações de noivado e casamento. Relatos de que os mais primitivos amarravam um pedaço de planta no tornozelo de seus pares. Mais tarde no Egito e na Grécia veio a tradição de amarrar um fio de metal precioso no dedo da vena amoris, uma veia que faria uma linha reta até o coração, segundo a crença. Descobri também que o primeiro diamante de noivado foi dado em 1477, quando Maximiliano I de Habsburgo, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, pediu a mão de Maria de Valois (chamada de "a rica"), duquesa da Borgonha.

Interessante foi saber que nos EUA e na Austrália (e provavelmente em muitos outros países, mas só vi mencionado esses dois) o anel é uma propriedade do noivo, só passa a ser da mulher depois que o casamento for realizado. E existem diversos processo judiciais de noivados desfeitos e homens exigindo a devolução do presente - que muitas vezes custa "singelos" US$ 15 mil.

Mas o ponto de tudo aqui é: eu gostaria de receber um anel de noivado. E, se puder/pudesse, eu gostaria de dar um para alguém. Acho que é o símbolo de um rito de passagem importante. É uma demonstração de carinho e afeição. Também de que você está levando tudo a sério e tem o pensamento positivo de que vai dar tudo certo. Além disso tudo, como já disse o grupo De Beers, a diamond is forever.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Um Grand Canyon



Nunca gostei de esperar. Nunca gostei de meio termo. Mas me coloquei numa situação de situação indefinida de espera. Antes de entrar em tudo, vamos por partes.

Nada me irrita mais do que ter que esperar. Não sou nada paciente para isso. Vai ver é por isso que nunca fico doente por mais de 24 horas, falta de saco para esperar o corpo de recuperar. Mesmo quando quebrei o pulso, acabei tirano o gesso uma semana antes. Ficar no aguardo de uma carona, do táxi ou mesmo do ônibus me leva a loucura e, muitas vezes, a picos de ansiedade.

Depois, nunca gostei de meias coisas. Ou está comigo ou não. Ou é gay ou é hétero - nunca acreditei ou acreditarei nessa coisa de bi, homem com um homem é, ao menos naquele momento, gay e fim. Umas das cores que mais detesto na vida é o cinza. Que porra é cinza? Cinquenta tons de cinza são, para mim, cinquenta tons de indecisão (e o livro com este título que usei para fazer essa analogia fraca pra caramba é sobre indecisão também, mas não é caso deste post). Ou é preto ou é branco. Fim.

O que é um tempo do namoro (um de verdade, não um término com nome menos forte)? É um fucking meio termo de espera! é onde estou.

Um dia a gente percebe que aquela pequena rachadura entre os dois se tornou um verdadeiro Grand Canyon. E olhar para o fundo do abismo de problemas e diferenças que causaram o afastamento é assustador, pois o fundo nos olha de volta. Mas há afeto, não é? Amor, já disse, é para sempre. E você querer viver o amor, não tê-lo à distância. Então chega o momento em que tem que se pedir um tempo separados.

Quanto é um tempo? Quanto for necessário para existir uma ponte sobre esse Grand Canyon ou um dos dois se atirar do penhasco. E o que vale nesse período? Em tese tudo, como se estivessem solteiros. Acho isso errado, ainda mais se partir de quem pediu o espaço. Este é para ser um momento de reflexão, não se pura diversão. Um teste, talvez. Um capricho de um pessoa ou do destino?

Estou num tempo. Não acho agradável. Mas sei que é necessário e que deve ser respeitado. Deve haver paciência para que a mente se organize. Coração e cérebro devem tentar entrar em sintonia once more.