quinta-feira, 17 de julho de 2014

So Far Away



Exatamente um mês atrás resolvi me dar umas férias das redes sociais. Facbook, Twitter, Instagram, Google +, Swarm, todos foram escanteados da minha vida e sumiram da tela inicial do meu celular. Não as deletei porque sei que em breve devo voltar, mas não por ora.

Nesse um mês descobri que tenho mais tempo livre que do pensava (o que não quer que tenha feito algo de muito produtivo...). Minha paranoia em relação ao meu namoro deu uma diminuída também. Num aspecto abrangente, minha vida deu uma melhorada devido a esse afastamento que, do nada, resolvi. No geral não tenho andado na felicidade, mas melhorei um tanto.


Por mais que eu saiba que ninguém é feliz o tempo todo e que a vida das pessoas na realidade não é uma maravilha, existe algo que nos diz isso. No caso, o algo são as redes sociais. Sabem aqueles estudos todos que dizem que Facebook deprime? Pois então.

Nunca tentei fingir uma alegria para redes sociais. E sei bem quando as algumas pessoas não são/estão tão (rá! rima tripla) de bem com a vida como querem aparentar. Ainda assim algo se instala no meu cérebro que apesar da não-felicidade existente dos outros, elas ainda são mais felizes do que eu.

Sigo instável, porém acho que mais controlado. Um dia vou voltar as redes sociais. Não sei quando, pode ser amanhã, pode ser mês que vem, pode ser nunca. Espero que depois desse dia eu consiga seguir quase controlado. Mais: que se eu tiver que aparentar alguma felicidade para amigos e seguidores, que ela saja genuína. Porque posso já ter aceitado que não vou ser feliz nessa vida (alegre ou contente no máximo apenas), mas acho que posso ter ainda alguns momentos genuinamente felizes.

E para vocês que chegaram até aqui, deixo essa dica: façam como eu, se deem umas férias das redes sociais. Deixem o Facebook, Twitter, Orkut ( :P ), Swarm, etcetc de lado por um tempo (in)determinado. Existe vida fora das redes. Nem que seja apenas a dos The Sims ;)

terça-feira, 15 de julho de 2014

Paraíso Online



AliExpress, Mercado Livre, Submarino, eBay, Dafiti, Sephora, etcetc. Aos poucos, eles vêm ganhando aquele espaço no meu coração que antes era o Iguatemi, Bourbon, Grupo Multiplan e outros tantos templos de comprar de Porto Alegre e cidades por aí. Comprar online certamente vira vício se a pessoa (no caso não eu) tem um cartão com um limite alto (ou razoável ao menos).

É tão fácil! E a cada vez que me aventuro nas compras via internet, me surpreendo. É tanta variedade, difícil não encontrar o que se procura. E mais! Muito mais! Tem que haver um auto controle forte. Ou um limite baixo no cartão. Lembro da minha primeira compra pelo computador (ignorando ingressos para ver o ballet da Royal Opera House no Cinemark): um case de couro com lanterna para meu Kobo Touch por meros AU$14 no eBay australiano. Demorou dois meses para chegar, vindo de navio de Hong Kong. Tempos depois comprei um moletom da Alemanha. chegou um mês depois mais ou menos. Foi minha primeira aquisição taxada sem verificação pelas receitas Federal e Estadual (paguei mais em importo do que pelo agasalho...).

Enfim, sempre achei o que queria por um preço bom e que foi entregue em um tempo razoável. Mas esta semana tive um desafio Pokémon para as compras online: algo barato, bonito, que prestasse e chegasse antes de quarta-feira da semana que vem. Este último eliminou todas as minhas opções internacionais (também conhecidas como mais baratas). Foi uma jornada por marcas e lojas online especializadas. Foram diversas abas vendo exatamente o mesmo produto com até R$50 de diferença (Americanas.com x Wallmart.com) - e nem quero pensar em qual discrepante seria a diferença na loja física!

Entre diversas possibilidades e relógios que chegavam perto da perfeição (sério, para que strass no aro e/ou bordar coração na pulseira?), finalmente encontrei o ideal para dar de presenta para minha mãe. Entrega em três dias e preço baixo. A perfeição disso tudo fez acender o sinal de alerta. Vieram a minha mente todas as matérias do Jornal Nacional de gente que foi enganada em pechinchas internéticas. Uma consulta rápida ao E-bit e ao Reclame Aqui vi que a MyTime é confiável. Comprei e agora é só esperar.

Deixo aqui meu sincero contentamento com a internet. Não sei porquê não existem políticas públicas para estimular o comércio online! É mais fácil, prático, barato e sem falar que evita o contato humano. Para mim, que cada vez menos sinto vontade de sair de casa e conversar com pessoas, poder ter o que quero e pagar de forma impessoal é o paraíso.

P.S.: recomendando também o app do ifood, para pedir comida sem precisar falar com ninguém (telefonar para pedir comida sempre me da palpitações). Penas que para pagar ainda é necessário interagir com o entregador :/